Esses vídeos mostram os melhores momentos do Programa Minha Família é Assim, postado dia 29 de abril deste ano, e fala sobre o desafio de evangelizar os adolescentes.


 
 







Fonte: http://blog.cancaonova.com/minhafamilia/?p=5549

1- Tipos de consumo

Aquele que experimenta:


Usa uma única vez, numa festa ou situação especial. Esta primeira experiência, não evolui, no entanto, para

situações de dependência, já que, a pessoa, em regra, não quererá repetir o consumo. Geralmente, o processo, inicia-se com o consumo de álcool e/ou tabaco. Pode ser considerado como “normal” no processo da adolescência e é parte integrante de tantas outras experiências. As estatísticas demonstram que a maioria dos adolescentes que experimentam drogas não evoluem para o abuso ou dependência.

O uso transitório de drogas durante a adolescência não é indicativo de um perfil característico do "viciado" ou

"toxicómano", mas, a possibilidade de risco aumenta quando o uso experimental é de drogas "pesadas"
injectáveis, com sérios efeitos para a saúde. Quanto mais precocemente ocorre essa experiência, maior é o risco do jovem tornar-se um utilizador regular e dependente.

Aquele que usa eventualmente:


Usa em situações especiais - festas, shows, na praia, mas não é dependente. Não utiliza drogas durante longos períodos sem que daí advenham quaisquer problemas. Não há prejuízos na vida do adolescente, mas a possibilidade de evoluir para o abuso ou dependência, principalmente se apresentar factores de risco pode ser real.


Aquele que abusa:


Uso contínuo e regular com progressivos prejuízos no rendimento escolar, na família, no trabalho e no grupo de amigos. Mesmo ciente dos prejuízos tem dificuldade em abandonar os consumos.


Dependência:


Uso frequente de doses cada vez maiores em virtude da tolerância (há a necessidade de consumir a substância cada vez em maiores quantidades para obter os mesmos efeitos). Apresenta risco quanto a sua segurança (devido à exposição à chantagens e envolvimento com traficantes). Apresenta sintomas de abstinência. Não consegue abandonar o uso de substâncias sem tratamento.



2 - Porque é que alguns adolescentes usam drogas?


São inúmeros os motivos que podem levar um jovem a experimentar e por vezes recorrer à utilização de

substâncias psicoactivas de uma forma continuada:

- Curiosidade pelo que é novo e diferente.


- A adolescência é um período de consolidação da identidade e da independência e, como tal, o jovem, pode sentir a necessidade de mostrar que pode tomar certas atitudes e comportamentos.


- Uso familiar de medicamentos para resolver todos os problemas (estimulantes do apetite,vitaminas,tranquilizantes, estimulantes, etc.).


- Importância dos modismos (nas roupas, acessórios, músicas e ...drogas).


- Há necessidade de desafiar as regras impostas e cometer atitudes consideradas ilícitas.


- Influência de amigos e da pressão do grupo de pares. Frequentar a mesma escola, sair à noite com o mesmo grupo, usar o mesmos tipo de roupas, utilizar as mesmas gírias e ouvir as mesmas músicas também são típicos desta faixa etária. Muitas vezes o consumo torna-se "necessário" para ser-se aceite pelo grupo.


- Ausência de regras e limites claros nos ambientes familiar e escolar.


- Busca de prazer e de sensações diferentes.


- Sentimento de invulnerabilidade face ao perigo ("comigo não acontece").


- Imediatismo: há dificuldade em pensar a longo prazo e o adolescente toma decisões com base no

aqui e agora. O jovem é movido por impulsos, muitas vezes sem pensar nas consequências dos seus actos.

- Busca do alívio da tensão, tédio, ansiedade, frustração e conflitos familiares.


- A droga é utilizada como solução mágica para resolver problemas difíceis, promovendo uma sensação de superioridade e autoconfiança.




3 - O que são drogas ou substâncias psicoativas?


Toda a substância que produza efeitos no organismo pode ser classificada como droga. Portanto, o uso de

substâncias torna-se um problema, quando o objectivo é provocar alterações mentais (nas sensações, no grau de consciência e no estado emocional) levando o uso continuado à dependência física e/ou psicológica.

São substâncias que o indivíduo utiliza voluntariamente com o objectivo de atingir determinados estados de

consciência. Neste grupo incluem-se as substâncias consideradas legais, como o álcool e o tabaco.

Drogas frequentemente utilizadas


Os estudos efectuados sobre o uso de drogas na adolescência geralmente não reflecte a realidade já que as

pesquisas efectuadas nas escolas não consideram, em regra, os alunos que já abandonaram os estudos em
virtude do uso/abuso de drogas. Independentemente da população pesquisada, as substâncias utilizadas com
maior frequência são as consideradas de uso lícito: o tabaco e o álcool.

O haxixe é considerado por muitos jovens adolescentes uma substância inofensiva e que não vicia, sendo muitas vezes a porta de entrada para o uso de substâncias potencialmente mais nocivas à saúde, como a heroína e a cocaína.


Fonte: http://www.psicoastro.com/artigos/drogas-na-adolescencia 


Pessoas em recuperação, renunciam aos vícios e pedem perdão a Deus



Em cada ocasião, Deus nos propõe que levemos a evangelização aos que sofrem aos discriminados, que vivem à margem da sociedade.
Para cada flagelo, Deus suscita novos profetas. A Pastoral da Sobriedade surgiu uma resposta concreta da Igreja a este problema da dependência química, promovendo a recuperação e preservação da dependência química.

Padre João testemunha sobre o início da pastoral da sobriedade

"Olha que hoje ponho diante de ti a vida com o bem, e a morte com o mal." (Deuteronômio 30,15)
No livro de Deuteronômio, o Senhor nos pede que escolhamos a vida e nos diz "hoje coloco diante de ti a vida e a morte, a benção e a maldição".
Escolher a vida é dizer sim ao projeto de Jesus. Se escolhermos a vida, viveremos. Se optarmos pela morte, com certeza pereceremos e toda família perecerá junto, porque a patologia da dependência química vai se instalando no nosso coração e também na nossa família. Hoje podemos fazer esta opção.

Nos alegramos na festa do Sagrado Coração de Jesus, porque a Igreja suscitou através de muitas pessoas esta missão de levar a esperança do Evangelho de Jesus para todas estas famílias que sofrem. Por isso, não nos deixamos seduzir pelas drogas que o mundo oferece, mas abraçamos a proposta do Evangelho.

Colocamos no coração de tantos o desejo para que as pessoas optam pelo sim à vida, a dignidade. Quem sabe lidar com a vida não entra nas drogas. Mas, para isto, nós Igreja e família somos co-responsáveis em conduzir aqueles que amamos no caminho de Deus, apresentando para eles este Jesus Cristo que é libertador, que nos salva e purifica de todo sinal de morte em nossas vidas.
Que o pai e a mãe sejam os primeiros a ensinar a seus filhos este caminho de sobriedade.

Viver a sobriedade é viver a santidade que a Igreja nos propõe. Quem conhece a Jesus será um defensor da vida e não entrará nas drogas. A pastoral da sobriedade vem para ajudar as famílias, aos jovens a optarem pela a vida; e vida em abundância.

(Dt 30,19) A primeira vocação para qual Deus nos criou foi a felicidade. É essa felicidade que eu procuro todos os dias da minha vida e com certeza, ela não está nas coisas do mundo. Quem conhece a Jesus, com certeza cada vez mais será um defensor da sua própria vida – não entrará neste caminho de morte e destruição.

A pastoral da sobriedade nos propõe um programa de vida nova, que na realidade dura um só dia porque é só por hoje que eu faço a minha opção pela vida.

Quando Jesus morre na cruz, dá a todos nós a expressão maior de seu amor. Faz com que todos conheçam seu amor imensamente, um amor que faz com que estejamos a serviço de nossos irmãos e irmãs.

A Pastoral da Sobriedade atualiza os milagres de Jesus, à medida que nos unimos com Igreja como a comunidade, podemos vencer a morte, temos a certeza que estamos fazendo a vontade de Deus. Lutar pela sobriedade é lutar diariamente, optar a cada dia pela vida.

É uma alegria dizer que sou da Igreja Católica, pois a nossa Igreja vem auxílio às nossas necessidades. Que alegria nos reunir como família para que ninguém fique à margem da sociedade.
Hoje, no Brasil, são mais de 30 milhões de dependentes químicos, mas precisamos nos libertar. E para que esta libertação aconteça, é preciso conhecer a Palavra de Deus e propagar a Palavra de Deus.


Transcrição: Elcka Torres
Fotos: Anderson Nunes

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Padre João Cecomello


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23/06/2006 - 20h00


O povo que é pequeno e simples, é este povo que Deus escolhe para fazer com que o mundo todo veja a luz da salvação, afinal de contas é isso que diz a leitura hoje.

Nunca imaginávamos que a salvação do mundo viria por uma criança. Quando todas as expectativas do mundo esperavam algo extraordinário para a salvação do mundo, é um Homem que em sua cruz salva toda a humanidade. Como pode alguém salvar o mundo morrendo em uma cruz? E mais uma vez surpreendeu a todos.

Nossa confiança não está nos poderes, nem nos instrumentos que os homens utilizam para alcançar sucesso. A confiança em Deus está onde a gente menos espera. Na simplicidade. É esta a espiritualidade de São João.

.: OUÇA: Padre Zacarias fala sobre a abstinência e sobriedade

O Evangelho fala sobre a bondade de Deus, dando a graça de Isabel gerar João, mesmo sendo estéril. Nossa sociedade também está um pouco estéril.

Pedimos ao Senhor para que podssamos ser profetas da sobriedade. João foi um grande profeta e hoje somos convidados a ser novos profetas. Todos somos convidados ser profetas da sobriedade. A Igreja precisa de gente da sobriedade, precisamos mais do que nunca ser profetas da sobriedade.


O que é sobriedade? Sobriedade e abstinência: existe uma confusão entre as duas palavras. Claro que abstinência está relacionada com sobriedade. Abstinência é uma privação - voluntária ou não - ao menos em relação a droga. A sobriedade é muito mais que a abstinência, é um estado de vida, uma estado espiritual, é um fruto do Espírito Santo, é uma graça de nos afastar do objeto que nos faz mal, mas também de dizer sim. Sim ao amor.

Em Gálatas, Paulo diz da temperança, que é estarmos atentos para fazer tudo o que é possível para que acima de tudo sobressaia esta virtude que é a sobriedade. Abstinência fala do afastamento do objeto mal, mas sobriedade é um estado de espírito.

A sobriedade é feliz, trás paz, alegria.
Jovens, crianças, idosos, convertidos e recém-convertidos são convidados a fazerem diferença no mundo e serem diferentes pela sobriedade.

Transcrição: Elcka Torres
Foto: Anderson Nunes

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Padre Zacarias
Pastoral da sobriedade


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24/06/2006 - 17h00


.: VÍDEO desta palestra

Estamos com os grupos de auto-ajuda para orientar as famílias tirando do coração toda angústia, sofrimento, medo e indignação de saber que tem um dependente dentro da sua casa. No primeiro momento, gera-se um sentimento de revolta. Aí nós orientamos que algo está faltando em casa, para que a família preste um pouco mais de atenção e haja aquele amor incondicional gerado através da Palavra de Deus.

Mesmo que o dependente ainda não queira, a família tem que mudar seu comportamento e transmitir esse amor para que ele retome a segurança que perdeu e que gerou um vazio existencial no seu interior.

Nos grupos de auto-ajuda juntamos todos na hora do grupo de partilha e separamos as pessoas da mesma família.
Na situação de vida daquele dependente que está no grupo, outros podem ver em outro dependente o mesmo sofrimento que vive o dependente que vive em sua família.
Ouvindo a revolta de quando ele chega em casa, depois de não ter resistido diante da droga ou da bebida, mesmo depois de ter feito o propósito de fugir das drogas.

No fundo, dentro do seu coração, o dependente sabe que a família o quer de volta. Quando ele se decidir pode voltar para casa, pois todos estarão de braços abertos.
A reinserção tem que começar aí, e não quando o dependente termina o processo de recuperação.

O dependente precisa perceber este apoio e amor incondicional no novo comportamento da família. É a parte que cabe à família – mudar de comportamento, mudar sua maneira de viver. O reinserir, trazer de volta para a família, para a Igreja e a comunidade em geral.

Melhor do que falar é ouvir


Gilson
Várzea Grande/MT

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Ernestina
Pastoral da Sobriedade


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24/06/2006 - 15h05







Ao falar sobre dependência de cigarro, muita gente pensa apenas na dependência física causada por ele, na necessidade que o corpo passa a ter em relação às substâncias do fumo. Porém, este não é o único tipo de problema que ele causa no ser humano. Além da física, outros tipos de dependência passam a fazer parte da vida do fumante. São eles:
Dependência Física: O organismo do fumante se acostuma a receber certa dose de nicotina e, quando ele deixa de fumar, o corpo sente falta e precisa se adaptar à ausência dessa substância. Este período de adaptação é denominado Síndrome de Abstinência, quando podem ocorrer: ansiedade, irritabilidade, inquietação, dificuldade de concentração, tristeza, dor de cabeça, tonteira, alterações no sono e no ritmo intestinal.
Dependência psicológica ou emocional: O cigarro serve, muitas vezes, como uma bengala, um amortecedor para as emoções, sejam elas desagradáveis ou não. Então, o fumante acaba utilizando o cigarro para lidar com estresse, solidão, para relaxar e até mesmo para comemorar.
Dependência comportamental ou de hábito: O fumante estabelece uma rotina no uso do cigarro, associando o ato de fumar a algumas atividades e hábitos, como fumar e tomar um cafezinho, fumar após as refeições, fumar antes de dormir, fumar para ir ao banheiro etc. Nesses casos, muitas vezes o fumante acende o cigarro automaticamente, até mesmo sem saber.

Cerca de dois milhões de pessoas têm acesso a medicamentos sem receita

Lembro-me do tempo em que eu fazia meus trabalhos escolares com as extintas máquinas de escrever. Eram tempos difíceis, confesso, porém se formos analisar o contexto do mundo em que vivemos, digo que aquela era a tal "época de ouro". Mas você pode estar se perguntando: por que esse cara está falando em máquina de escrever, tempos de ouro...? Eu explico:

Muitas crianças na escola, hoje, sequer ouviram falar em máquinas de escrever ou mesmo as que ouviram, caçoaram dela. Isso tem um porquê: hoje, existe uma poderosíssima fonte de pesquisa e agilidade nos trabalhos, que é a Internet. A grande rede possibilita os usuários a acessarem em velocidades cada vez mais rápidas, informações (na maioria das vezes, precisas) sobre qualquer conteúdo que desejarem.

Mas essa máquina de informações cresce a cada dia e oferece cada vez mais serviços que acomodam o ser humano, limitando-o apenas a uma cadeira e um micro com conexão telefônica. Pronto. Está aí tudo o que você deseja, não só informações como também produtos! Isso mesmo, hoje se pode até mesmo fazer compras em questão de minutos, sem sair de casa.

– Oras, mas conforto não é o que há?!

Concordo, mas toda essa comodidade infelizmente não reflete só um aspecto positivo. Nos dia de hoje, podemos ver nas revistas que está crescendo assustadoramente a venda de drogas ilegais pela Internet. É claro! Somos seres "inteligentíssimos" e, se é possível receber em casa a nossa compra do mês sem irmos ao supermercado, poderemos também adquirir uma dose de psicotrópico fácil, fácil através de farmácias com serviço delivery! Pesquisas já informam que cerca de dois milhões de pessoas têm acesso a esses tipos de medicamentos pela Internet, sem receita médica. É realmente um fato alarmante.

Que saudade da minha máquina de escrever! É por isso que eu falei da tal época de ouro. O que era até então, benéfico, se tornou motivo de preocupação nas mãos do "homem inteligente".

O mais engraçado disso tudo é que quando se fala em grandes conteúdos da Internet, muitas vezes nem damos importância para o peso real dessa expressão, mas quando lemos uma notícia desse nível ficamos estupefatos. É, amigo internauta... você pode nem imaginar, mas neste momento milhares de coisas estão expostos a você e, é inevitável concluir que da mesma maneira, você está exposto a todas elas. Quer uma dica: Escolha somente o que vai lhe edificar!
Anderson Machado - Fundação João Paulo II
webcorrecao@cancaonova.com

03/03/2005 - 12h00



Que Deus nos renove, derramando sobre todos nós seu Espírito Santo. Enchendo nosso corações com novos entusiamos, esperança e principalemte confiança em Deus para admitir, confiar, esperar e entregar nossa vidas a Ele.
Glorificamos a Deus por este ano que passou, por todas as dificuldades e obstáculos, pelos novos amigos, por toda força que Ele nos tem dado e agradecemos pelo ano de 2010, pelos novos obstáculos que virão e principalmente, por toda força que Deus vai continuar nos dando para enfrentá-los.


FELIZ ANO NOVO A TODOS !!!!

(Marcos 1,40ss)
Um leproso chegou perto de Jesus e de joelhos clamou: "Se queres, tens o poder de me purificar".
Recuperamos como Igreja, como Pastoral da Sobriedade 17 mil jovens no ano passado, através dos grupos de auto-ajuda. Sabemos que são cerca de 25 milhões de dependentes no Brasil - o que fizemos é uma gota de água no oceano -, mas a perseverança e o testemunho fará com que o milagre vá se multiplicando.

Se cada dependente leva para o fundo do poço mais de quatro pessoas, quando está sóbrio e recuperado com certeza arrastará uma multidão para a vida, dando testemunho do poder de Deus agindo em cada um.

A Igreja quer, Jesus quer, mas é necessário ir ao encontro d'Ele e pedir de joelhos: "Jesus, liberta-me".
Se nós perseverarmos em qualquer um dos grupos que existem, a recuperação é certa na graça de Deus.

Então Jesus responde: "Eu quero! Vim para salvar o que estava perdido, eu vim para salvar, para redimir".
Nós temos, a serviço da recuperação, a medicina, a ciência, mas precisamos também nos desintoxicar de tudo que impede o nosso acesso à graça de Deus. Por isso a recomendação é que possamos recuperar a todos e toda a família. Que a família vá na frente, o grupo de auto-ajuda é para todos

Dom Irineu sempre fala que todos nós somos dependentes. De coisas diferentes, mas todos somos dependentes por isso necessitamos desta recuperação, desta graça de Deus agindo na nossa vida. Conduzir para a vida eterna é a missão da família.

A família deve estar sempre em oração, mas em casa é o lugar mais difícil para rezar porque todos conhecem os nossos erros, as nossas dependências. Por isso é necessário começar com humildade a rezar, pois somos responsáveis pela salvação deles.

Jesus diz: "Vai apresentar-te aos sacerdotes", para mostrar a eles que o sistema, às vezes, não funciona e é necessário utilizar a pedagogia de Jesus que faz com que experimentemos o amor infinito de Deus por cada um de nós. Não existe recuperação sem passar pela cruz, mas a cruz é restauradora, é libertadora.
Nesta certeza, sabemos que precisamos de uma ocupação.

Quem está num grupo negativo precisa admitir e tomar consciência de que precisa voltar a freqüentar um grupo positivo que vai levar a conhecer o amor infinito de Deus.

Por isso, é preciso acreditar nesta proposta restauradora de Jesus – recuperar pelo trabalho, pela disciplina necessária - para estar sempre nos planos do Senhor.

O dependente químico é nosso irmão, filho da comunidade, da Igreja - e nós precisamos oferecer a nossa mão para ajudá-lo.

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Padre João Cecomello


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24/06/2006 - 11h15




Imagem de Destaque 

O pior não é a morte, mas sim a morte que experimentamos em vida!

Droga é tudo aquilo que priva da vida. As drogas não trazem a morte. Elas são a morte. Uma vez ouvi alguém dizer que o pior não é a morte, mas sim a morte que experimentamos em vida. É isso que fazem a maconha, cocaína, cigarro, álcool e afins, e mesmo outras coisas, como a sexualidade desregrada, a novela, remédios, anabolizantes, etc. Vende-se um ideal de falsa alegria ou falsa paz, que bem devagar vão desgastando o sujeito, impedindo-o de se conhecer, de desfrutar as possibilidades que a vida oferece, enfim, vai se matando a esperança.E há tanto a esperar da vida! Mas usamos as dificuldades, os conflitos como desculpas por um modo de vida “mais fácil”. Trocamos nossa liberdade por comodidades. Pior ainda é quando se abre mão dessa liberdade apenas por uma mera curiosidade.

Mas como se perde essa liberdade? Quantas vezes, usando drogas, você perdeu a oportunidade de descobrir aquilo que realmente te faria escolher teu caminho: tua força, tua capacidade, teu potencial? Quantas vezes você deixou sua vida ser decidida por aqueles que alimentam seus vícios? Quantas vezes mudamos nossa rotina, ou prejudicamos nossos contatos afetivos por causa do horário de uma novela, ou da necessidade de fumar um cigarro? Quem está decidindo a sua vida? As coisas que você faz são dirigidas a uma meta, a se tornar uma pessoa melhor a cada dia, ou você se deixa levar pela “fissura”, pelo efeito que a droga produz?

A incapacidade de fazer escolhas, e conseqüentemente de controlar o que se faz, te torna uma pessoa compulsiva. Você não consegue mais ficar sem um “trago”, não consegue perder o capítulo de uma novela, não consegue decidir o que é melhor na tua vida afetiva por causa de uma dependência sexual.

Já parece não haver mais esperança de vida sem aquele vício. E o pior, é que tudo aquilo que você faz, você se justifica por aquilo que sente; só consegue se relacionar com as pessoas a partir da “segurança” que a droga oferece; diz que ninguém tem nada a ver com sua vida, e começa a experimentar o pior prejuízo que a droga traz: a solidão.

Como sair dessa? Em primeiro lugar, é preciso uma decisão radical de romper com o vício, com a escravidão. Para isso, é preciso mudança de vida. É preciso quebrar a autosuficiência, arrepender-se, ter humildade, submissão, disciplina, entrega, e principalmente, acreditar em Deus. O trabalho feito a partir da tradição dos grupos de “Anônimos” (AA, Fazenda do Senhor Jesus, etc.) indica algumas medidas importantes, estruturando esses passos através da promoção de uma reconciliação com Deus, consigo mesmo e com os outros. A decisão, no entanto, precisa ser radical. A recompensa? A esperança, a vida, a liberdade. A certeza de que o melhor da vida ainda está por vir.

Que tal agora pensarmos nos vícios que fazem parte da sua vida? Cocaína? Maconha? Álcool? Cigarro? Remédios? E se você acha que não é viciado, apenas usuário, vale a pena lembrar a atitude de auto-engano e justificação contidos na frase “quando quiser, eu paro”, usada por tantos que hoje precisam da nossa ajuda e nossas orações. Pelo que você acha mais importante viver: Pelos enganos oferecidos por esses meios de entorpecimento da vida, ou pela esperança de viver a vida que Deus sonhou para você? Lembre-se: Jesus quer te dar a vida, e vida em abundância.


Cláudia May Philippi e Kleuton Izidio
claudiaphilippi@cancaonova.com
29/08/2006 - 09h00  


A cada dia cresce mais o problema do alcoolismo entre os jovens. E o álcool é mais prejudicial para o jovem do que para o adulto, uma vez que ele prejudica a sua constituição física e psicológica em formação.


O álcool afeta todos os órgãos e tecidos do corpo; o aparelho digestivo é prejudicado e o fígado pode ser destruído.


Você sabe que mais da metade dos acidentes que ocorrem nas estradas são causados por pessoas embriagadas, muitas vezes jovens que saíram de uma festa? Muitas são também as mortes de pedestres causadas por motoristas embriagados.


Muitas famílias são destruídas por causa de um pai alcoólatra; ou mesmo pelas perturbações causadas por um filho viciado na bebida.


Muitos jovens dão aquela velha desculpa: 'Ah, eu só bebo socialmente, em festas, e sei me controlar'. Mas muitas vezes é aí que a pessoa pode começar a se tornar um alcoólatra. E é bem conhecido que o vício da bebida não começa na idade adulta mas na juventude.


Como todo vício, a álcool na maioria das vezes é também uma fuga para o jovem; às vezes para 'afogar as mágoas' de um namoro mau sucedido; de uma reprovação na escola, de uma difícil situação familiar; de uma timidez invencível; etc. Outros bebem para liberar os impulsos e desejos reprimidos.


Qualquer que seja a sua dificuldade jovem, não aceite a fuga como solução, qualquer que seja ela, aprenda a enfrentar o problema com coragem, determinação de resolvê-lo, e muita fé e oração.


A sociedade paga um preço altíssimo pelos desastres provocados pelo álcool.


Um alcoólatra pode acabar com a sua vida e com a da sua família, mesmo que indiretamente. Não é justo fazer os outros sofrerem por causa do nosso vício. Especialmente os pais que já trabalharam tanto e que agora têm o direito de descansar, e não de carregar o fardo pesado de um filho bêbado ou drogado.


A palavra de Deus, no livro dos Provérbios, chama a nossa atenção para o perigo da bebida:


' Zombeteiro é o vinho e amotinadora a cerveja: quem quer que se apegue a isto não será sábio.' (Prov. 20,1)


' Ouve, meu filho: sê sábio, dirige teu coração pelo caminho reto, não te ajuntes com os bebedores de vinho, com aqueles que devoram carnes, pois o ébrio e o glutão se empobrecem e a sonolência veste-se com andrajos.' (Prov. 23,21)


Tudo o que foi dito antes sobre os que desejam se recuperar do vício das drogas, serve também para você se recuperar do alcoolismo. 



Livro: “Jovem, Levanta-te”
Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br

11/05/2002 - 11h00


.: VÍDEO com trecho desta palestra


"A verdade é Jesus, o caminho é Jesus e a vida é Jesus"

Nós que já encontramos esta verdade, temos um compromisso. Foi pura graça para nós, portanto pesa sobre nós uma hipoteca, uma obrigação de usar tudo isso que recebemos para que se multiplique a possibilidade de outros encontrarem o caminho, a verdade e a vida. Não somos em nada melhor que eles, apenas tivemos a graça de conhecer que o caminho é Jesus. Não adianta dizer: você não deve beber, você não deve se drogar... não vai adiantar. Na verdade todos os que estão atrás destas dependências, tem uma carência. O apóstolo são João definiu a Deus como amor. Deus é amor e amor é Deus, mas eu preciso purificar este amor, tirar todas as impurezas. As pessoas têm carência de Deus, do amor autêntico. Mas, amor não compramos na loja, precisamos tirar de nós este amor.

Às vezes precisamos dar mais e mais amor, quando as coisas não vão bem, quando não se tem dinheiro... Quando as coisas vão bem em casa, rapidamente amamos. Mas quando não vão bem, o amor já está desgastado, é difícil dar amor.

Mas, pesa sobre nós a hipoteca de tirar amor de dentro de nós para dar ao outro, mesmo quando já estamos um "bagaço", ainda existe amor para dar.

Estou falando de dar amor e não de receber amor. É preciso dar amor aos filhos quando está tudo bem, mas também quando eles estão revoltados, quando estão nas drogas é preciso continuar dando amor.



São João Bosco, dizia que não basta que os jovens saibam que são amados, eles precisam tocar nisso. Os jovens da sua cidade que vivem no "point", muitas vezes estão lá na verdade procurando amor.

.: Ouça trecho desta pregação

Quanta gente fazendo as piores coisas, roubando, drogando-se, prostituindo-se, porque não teve família ou não sentiu amor. A mãe talvez amava muito os filhos, mas por trabalhar muito não teve tempo de distribuir este amor.

Precisamos ser amadores profissionais. O primeiro sentido da palavra amador é ser que aquele que ama. Quero ser profissional em amar, amar por mais duro que seja.

"Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (São João 3,16)

Quando são João fala de mundo aqui, não fala da terra mas das pessoas. Deus amou tanto este mundo das drogas da prostituição, da corrupção que lhe deu o seu Filho único. Deus está dizendo a mesma coisa para o mundo da sua casa, da sua família, da sua paróquia. Ele deu seu Filho único para que todo o que n’Ele crê não pereça. Não foi para condenar o mundo, a sua família, mas para que todos sejam salvos.

Transcrição: Tatiane Gomes
Fotos: Paulo Sérgio



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Monsenhor Jonas Abib
pejonas@cancaonova.com
Fundador da Comunidade Canção Nova e Presidente da Fundação João Paulo II. É autor de diversos livros.

Leitura da Palavra: Romanos 7, 15 - 20
 

Esta semana começou mais um ciclo da Pastoral da Sobriedade. Todo o país está no mesmo passo: Admitir.

"...Quando admitimos que somos pecadores, começa em nós a conversão. Admitir honestamente a dependência; admitir, humildemente, a nossa limitação humana é o primeiro passo para Libertação. O caminho é difícil, mãs não é impossível!
É preciso ter garra e determinação. Qualquer que seja o caminho, existirão sempre obstáculos a serem enfrentados. Isso faz com que o desânimo nos persiga tornando nossa força vulnerável. Mas, se queremos vencer, temos de insistir. NÃO PODEMOS DESISTIR !!
Temos de lutar sem ter medo de fracassar. O pior não é fracassar, mas não ter força para levantar a cabeça e continuar lutando.
Nós podemos convidar JESUS CRISTO, o bem maior, para fazer morada em nosso coração, em nossa vida."






Clique na palavra Admitir e você verá uma palestra sobre esse passo =>


Admitir

Jovem de 17 anos testemunha sua recuperação das drogas


Ouça este testemunho, na íntegra
"Nasci numa família muito complicada, no meio da droga, da violência, com pessoas que me levaram para o caminho mal, longe da Igreja e ainda ajudava a levar outros para esta situação. Eu acabei caindo neste mundo, acabei com a minha vida e com a vida de muitas outras pessoas também.

Graças a Deus, quando eu estava no fundo do poço surgiram pessoas como anjos na minha vida. Eles acreditaram em mim quando ninguém mais acreditava. Meus tios queriam me levar para a Igreja, me apresentaram a Pastoral da Sobriedade. Eu não queria, tentei fugir, mas acabei indo morar com ele. E apesar de não ter aceitado logo a proposta de mudar, aprendi a me amar, saber que sou importante para Deus. Para mim, eu não era importante para ninguém.

Graças a Deus, hoje eu vivo na sobriedade e não quero sair desse caminho. Se algum jovem está assistindo agora, obrigado pelos pais, digo a vocês que o primeiro passo é querer, é se abrir."
Gabriela, 17 anos
Angra dos Reis/RJ



Ouça este testemunho, na íntegra
"Fui dependente, comecei a beber muito cedo - mais ou menos com 13 anos de idade. Comecei com a cerveja, vieram outras bebidas, cheguei até a cinco ou seis litros de pinga por dia. Perdi meu pai muito cedo e fui buscar o amor lá fora, buscar a alegria que nós jovens buscamos lá fora. Logo experimentei outras drogas e minha vida começou a se passar em torno das drogas e da sexualidade desregrada.

Eu achava que não tinha mais jeito e que só ia parar de beber e de fumar quando eu morresse. Mas, graças a Deus algumas pessoas acreditaram em mim, e me levaram para um acampamento.
Hoje, fazem 7 anos e 11 meses longe da dependência, graças a Deus!
A minha vida é essa depois que encontrei Jesus. Realmente me empenho nesta caminhada e hoje sou coordenador da Pastoral da Sobriedade na diocese de Presidente Prudente (SP). Eu vi que a misericórdia de Deus é muito grande. A minha vida hoje é me empenhar para resgatar estes jovens.
Muitos dos meus amigos meus estão presos e outros já morreram por causa das drogas.
A coisa que mais gosto de fazer hoje é viver."
Paulo
Presidente Prudente/SP


24 de junho de 2006

"Se você quer somar conosco com seu testemunho mande para nós por e-mail (pastoraldasobriedadems@hotmail.com). Seu testemunho pode salvar outras vidas."



       Mística é energia. É serviço com alegria. Mística não tem uma definição única.
       O potencial místico de toda a Igreja Católica é colocado gratuitamente à disposição através da Pastoral da Sobriedade, na fraternidade com todos, nos colocando em igualdade aos outros. É preciso, na nossa mística, recuperar um estilo de vida simples, sóbrio. Somos o corpo místico.
Quantos transtornos ocorrem quando há falta de energia.
Desanimou na primeira dificuldade?
É necessário, então, cultivar a formação, a articulação e a espiritualidade.
Sinergia é mais que energia conjunta.
Onde está a fonte de nossa energia, nossa mística?
Os patriarcas possuem o fogo de Cristo. Donde vem tanto entusiasmo?
Da oração? Da presença de Deus vivo em nossas vidas?
Devemos rezar como se tudo dependesse de Deus e trabalhar como se tudo dependesse de nós. Nessa união é que vamos caminhando.
Mas quando você reza?
Existem os momentos de oração. Entramos na capela para amar e saímos para servir. Temos que ser contemplativos também na oração.
Precisamos ter sempre em mente que por maior que sejam as dificuldades não podemos desistir. Vamos continuar caminhando sempre em frente.
O Oxigênio Pentecostal é a alegria, o entusiasmo, o amor.
Temos que colocar em destaque aquilo que animou Jesus Cristo. ‘’Eu desci do céu para fazer a vontade do Pai”. “E a vontade do Pai é que ninguém se perca”. “Eu vim para que todos tenham vida”. “Não tenhais medo, Eu venci o mundo.”
Você é enviado e tem o direito de ser capacitado. “O Espírito repousa sobre mim, unge e fortalece”. Rios de águas vivas nascem daqueles que se entregam ao Senhor. Como você descobre o que Deus quer de você? “Quando a gente ama, há mais alegria em dar do que em receber!”
Deus é amor!
Tudo o que é bom custa. Esse custo recebe o nome de cruz. Quando você não ama, custa muito mais. Quando a mulher vai dar a luz, custa. Porém quando vê o filho, esquece a cruz.
“Não discutamos agora, não poderás me entender. Quando fores árvore grande saberás me agradecer” – disse o jardineiro à pequena semente quando estava enterrando-a no buraco escuro.
Não basta amar. É preciso demonstrar, disse São João Bosco.
O fogo ilumina! Ama! Que bom a pessoa que sabe amar e sabe se deixar amar também. Amar é fundamental. Mas para ser sinal e portador do amor de Deus, não há receita pronta.
Mística é como a vela. Só quando uma está acesa é que se pode acender as demais!
Deus em sua Divina Providência poderia ter criado uma só rosa mas criou muitas. E você, assim como a rosa, à roseira, precisa estar ligado a Deus para se alimentar.
Mística é a energia que vem de Deus. É vontade e alegria. É a alegria de poder servir. É o Amor que Deus Trino tem por nós.

Dom Irineu Danelon 


Fonte: www.sobriedade.org.br23/3/2004 

 
"Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.
Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor."
(I Coríntios 1, 26-31).

Essa Palavra é para nós músicos. Quem somos nós? Não somos nada, pouco sábios. Luiz Carvalho, que é dentista formado, deixou tudo para seguir o seu chamado. Hoje, ele é músico, porque foi dócil ao que Deus lhe pediu. "Deus pega o fraco para confundir os fortes". Ele me pegou para mostrar para as pessoas que é Ele quem faz tudo. Se você permanece, na sua essência, reconhecendo que você não é “nada”, Deus pode fazer “o tudo” em sua vida; fará canções que nem você mesmo imagina. Deus o chama a permanecer na condição de “nada”, permanecer no início do seu chamado.

Nós somos nada! Na matemática de Deus "os últimos serão os primeiros". Por isso ninguém poderá gloriar-se diante do Senhor. É necessária a unidade entre o cantor e a banda; estes precisam ser íntimos e admiradores uns dos outros. Se permanecermos em nossa essência, nós nos tornaremos sábios, santos, justos, livres. E esse é o perfil do músico!

O músico que recebeu essa graça da ministração da música, aquele que foi escolhido por Deus, por mais que caia, ele levanta, luta e persevera. Todos nós temos o direito de errar, mas não temos o direito de permanecer no erro. Somos fracos e erramos, não acertamos sempre, mas de tanto a graça de Deus passar por nós, nós a vemos agindo e até mesmo somos curados no palco, enquanto cantamos.

Deus quer nos levar a fazer coisas que humanamente nem pedimos, mas que Ele mesmo confiou a nós. Nunca deixamos a nossa essência! Animamos grandes shows, mas continuamos animando grupos de oração e eventos pequenos.

Continue fiel ao que Deus lhe pede hoje. No início, era tudo emprestado [na Comunidade Canção Nova], nada era nosso, no começo de todos nós foi assim. As pessoas que vocês hoje veem e ouvem, são pessoas que já "ralaram" muito. Nada foi fácil, sofremos, erramos, mas continuamos lutando.

As situações nos marcam. Meu pai morreu quando eu estava em missão. Foi doloroso, porém, essas, situações me ajudam a crescer. Não somos nada! Porém, Deus nos escolheu.

Dunga,
Comunidade Canção Nova




Um viajante ia caminhando em solo distante, as margens de um grande lago de águas cristalinas. Seu destino era a outra margem.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem coberto de idade, um barqueiro, quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. Logo seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, o viajante pode observar que se tratava de duas palavras, num deles estava entalhada a palavra

ACREDITAR e no outro AGIR.
Não podendo conter a curiosidade, o viajante perguntou a razão
daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro respondeu pegando o remo chamado ACREDITAR e remando com toda força.

O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo AGIR e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou com eles simultaneamente e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago chegando ao seu destino, à outra margem.

Então o barqueiro disse ao viajante:
- Esse porto se chama autoconfiança. Simultaneamente, é preciso ACREDITAR e também AGIR para que possamos alcançá-lo !


Recentemente a Rádio Bandeirantes levou ao ar uma série de reportagens sobre o velho problema das drogas.

Vários profissionais da área foram ouvidos e, infelizmente, pelas considerações feitas, ficou entendido que grande parte da responsabilidade pelo uso de drogas na adolescência, recai sobre os ombros dos pais.

O que geralmente acontece, é que os pais não observam algumas noções básicas para se formar um indivíduo consciente das suas responsabilidades e resistente ao apelo das drogas.

Pensando em fazer o melhor, os pais começam por isentar os filhos de qualquer obrigação.

Para poupá-los, executam as tarefas que lhes dizem respeito.

Quando os filhos são pequenos os pais se desdobram para fazer tudo, providenciar tudo para que nada lhes falte e para que não tenham que enfrentar frustrações nem quaisquer dificuldades.

Se pudessem, os pais os poupariam até mesmo das enfermidades, dos pequenos tombos, das dores, dos arranhões...

Quando a criança começa sua jornada na escola, os pais as acompanham e carregam a sua mochila e, alguns, até fazem as lições de casa para poupar possíveis reprimendas de seus mestres.

E assim a criança vai crescendo num mundo de ilusões, pois essa não é a realidade que terão que enfrentar logo mais, quando tiverem que caminhar com as próprias pernas.

Imaginemos alguém que nunca teve oportunidade de dar alguns passos, que sempre foi carregado no colo, que forças terá para se manter de pé?

É evidente que essa criança, quando chegar na adolescência, não terá estrutura nenhuma.

Diante da primeira dificuldade ficará vulnerável como uma flor de estufa aos primeiros golpes do vento.

Ela não aprendeu a suportar frustrações, pois os pais as evitaram o quanto puderam. Ela nunca teve nenhuma responsabilidade a lhe pesar sobre os ombros.

Jamais sofreu uma decepção e sempre teve a razão a seu favor, até mesmo nas pequenas rixas com os amiguinhos da infância.

Crianças criadas assim, não estão preparadas para pensar, nem para sair de dificuldades, nem para resolver problemas. Sempre esperam que alguém resolva tudo por elas, pois essa foi a lição que receberam dos pais ou responsáveis.

Mas, afinal de contas, quem é que pode passar pelo mundo isento de dificuldades?

Isso é impossível, em se tratando do nosso mundo.

E o problema está justamente quando a criança, agora adolescente, sofre seu primeiro solavanco, que pode até não ser tão grave, mas é suficiente para abalar sua estrutura frágil, agora longe do olhar vigilante dos pais.

Psicólogos e psiquiatras, entre outros profissionais que se pronunciaram na referida reportagem, aconselham que os pais evitem que seus filhos venham a usar drogas, dando-lhes uma educação consciente, que prepara o indivíduo para viver no mundo real e não num mundo ilusório por eles idealizado.

É preciso que os pais repensem essa forma de amor sem raciocínio, esse amor permissivo, bajulador e sem consistência. É preciso permitir que os filhos andem com as próprias pernas, amparando-os sempre, mas deixando-os fortalecer os próprios "músculos".

É preciso deixá-los enfrentar pequenas frustrações, como não ganhar o brinquedo igual ao do filho do vizinho, por exemplo. Como não ganhar o álbum de figurinhas que todos os colegas da escola têm.

Educar é a arte de formar os caracteres do educando, e não de deformar.

Assim, se você é pai ou mãe e tem interesse em manter seu filho longe das drogas, pense com carinho a respeito das recomendações que lhe chegam.

E, acima de tudo, doe muito amor e atenção aos seus pequenos, pois quem ama, verdadeiramente, ensina a viver e não faz sombra para impedir o crescimento dos seus amores.

Pense nisso!

Se você quer que seu filho tenha os pés no chão, coloque responsabilidades sobre seus ombros.

Se você quer que seu filho resista aos vendavais da existência e ao convite mortal das drogas, permita que ele firme suas raízes bem fundo, mesmo que para isso tenha que se dobrar de vez em quando, como faz a pequena árvore enquanto seu tronco está em formação.

Pense nisso, mas, pense agora!